DIVULGUE NOVO CÓDIGO ALIMENTAR - 31 DE DEZEMBRO DE 2009
Enquanto eu e você estivermos festejando a virada do ano, entrará
em vigor em âmbito mundial o Código Alimentar (Codex Alimentarius),
serão estabelecidos normas, padrões e leis para todo tipo de mineral e
nutrientes existentes no planeta terra. Todos os 151 países membros da
OMC (Organização mundial do Comércio) serão obrigados a seguir as
diretrizez do novo código. Estima-se que cerca de 3 bilhões de pessoas
serão afetadas a curto-prazo e o restante da população a médio e
longo-prazo.
Alguns padrões do Codex entrarão em vigor em 31 de dezembro de 2009,
dentre eles os principais são:
Todos os nutrientes [vitaminas e minerais] são para serem
considerados toxinas/venenos e devem ser removidos de todo alimento
porque o Codex proíbe o uso de nutrientes “para evitar, tratar ou curar
qualquer condição ou doença”.
Toda comida [inclusive orgânica] deve ser irradiada, removendo todos
os nutrientes tóxicos das alimentos [a menos que ingeridos localmente e
crus].
Os nutrientes permitidos serão limitados a uma Lista Positiva
desenvolvida pelo Codex que incluirá tais nutrientes benéficos como
fluoreto [3.8 mg diariamente] desenvolvidos do desperdício ambiental.
Todos os outros nutrientes serão proibidos nacionalmente e
internacionalmente em todos os países membros da OMC.
Todos os nutrientes (por exemplo, CoQ10, Vitaminas A, B, C, D, Zinco
e Magnésio) que tenham qualquer impacto positivo na saúde do corpo
serão considerados ilegais sob o Codex e são para serem reduzidos a
quantidades desprezíveis para a saúde humana.
Você não será capaz de obtê-los em qualquer lugar no mundo, até
mesmo com uma prescrição médica.
Todo anúncio sobre nutrição [incluindo escrito online ou em artigos
de revistas científicas ou por conselho oral de um amigo, membro da
família ou qualquer um] será ilegal. Isto inclui notícias de
naturalnews.com sobre vitaminas e minerais e todas as consultas a
nutricionistas.
Todo o leite extraído diariamente das vacas deverá ser tratado com o
hormônio de crescimento recombinante bovino da Monsanto.
Todos os animais usados para alimento serão tratados com potentes
antibióticos e hormônios exógenos de crescimento.
A reintrodução de pesticidas orgânicos mortais e carcinogênicos que
em 1991, 176 países [incluindo os EUA] tem banido mundialmente,
incluindo 7 dos 12 piores da Convenção de Estocolmo sobre Persistentes
Pesticidas Orgânicos ( Hexaclorobenzeno, Toxafeno e Aldrin) serão
permitidos retornarem aos alimentos em níveis elevados.
Níveis tóxicos e perigosos de aflatoxina (0.5 ppb) no leite
produzido por condições ruins de armazenamento do alimento animal serão
permitidos. A aflatoxina é o segundo carcinógeno mais potente [não
radioativo] conhecido pelo homem.
O uso obrigatório de hormônios de crescimento e antibióticos em
todos os rebanhos alimentares, peixes etc.
Implementação mundial de transgênicos não identificados nas
plantações, animais, peixes a árvores.
Níveis elevados de resíduos de pesticidas e inseticidas que são
tóxicos para humanos e animais.
Alguns exemplos de potenciais níveis de segurança permissíveis de
nutrientes sob o Codex incluem:
Niacina - limites superiores de 34 mcg diariamente (as doses
eficazes diárias incluem 2000 e 3000 mcgs).
Vitamina C - limite superior de 65 a 225 mcg diário (dose diária
eficaz inclui 6000 a 10000 mcgs).
Vitamina D - limites superior de 5 µg diário (dose diária eficaz
inclui 6000 a 10000 µg).
Vitamina E - limite superior de 15 IU de alfa tocoferol apenas por
dia, até mesmo embora o alfa tocoferol por si só tem implicado no dano
celular e é tóxico para o corpo (dose eficaz diária da mistura de
tocoferóis incluem 10000 a 12000 IU).
O que você pode fazer?
O único meio de evitar tais eventos cataclísmicos é combater com a
disseminação do conhecimento a todo mundo que você conhece. Não importa
se eles ainda estão dormindo ou hipnotizados pela escravidão da vida
diária ou ocupados demais para prestar atenção. O tempo de acordar é
agora. O governo dos EUA e a media colaboradora tem estado tentando
distrair a América enquanto todos estes padrões egrégios e obrigatórios
estão sendo encobertamente aprovados. É tempo de agir e você pode fazer
isto indo a (www.healthfreedomusa.org)
e seguindo as mais recentes atualizações do Codex. Você também pode
assinar uma petição legal.
Bill Gates, Rockefeller e os gigantes dos OGM conhecem algo que não sabemos Por por F. William Engdahl 23/01/2008 às 16:34
A caverna no Árctico com as sementes do juízo final
# Bill Gates, Rockefeller e os gigantes dos OGM conhecem algo que não sabemos
Uma coisa de que o fundador da Microsoft, Bill Gates, não pode ser
acusado é de ser indolente. Aos 14 anos já fazia programação, aos 20,
era ainda estudante em Harvard, fundou a Microsoft. Em 1995 aparecia na
listagem da Forbes como o homem mais rico do mundo por ser o maior
accionista da Microsoft, uma empresa que, mercê da sua direcção rígida,
se constituiu num verdadeiro monopólio dos sistemas de software para
computadores pessoais.
Em 2006, quando a maior parte das
pessoas na situação dele pensa em retirar-se para uma tranquila ilha do
Pacífico, Bill Gates decidiu dedicar as suas energias à sua Fundação
Bill e Melinda Gates, a maior fundação privada 'transparente' do mundo,
como ele diz, com uma doação de uns esmagadores 34,6 mil milhões de
dólares e a imposição legal de gastar 1,5 mil milhões de dólares por
ano em projectos filantrópicos a nível mundial a fim de manter o
estatuto filantrópico para isenção de impostos. Em 2006, a oferta do
seu amigo e sócio, o mega-investidor Warren Buffet, de acções no
Buffet's Berkshire Hathaway no valor de uns 30 mil milhões de dólares,
colocou a fundação de Gates em posição de poder gastar quase o mesmo
valor de todo o orçamento anual da Organização Mundial de Saúde das
Nações Unidas.
Por isso, quando Bill Gates decide utilizar a
Fundação Gates para investir num projecto cerca de 30 mil milhões de
dólares do seu dinheiro, vale a pena analisar esse projecto.
Não
há nenhum outro projecto mais interessante de momento do que este muito
estranho num dos cantos mais remotos do mundo, Svalbard. Bill Gates
está a investir milhões num banco de sementes no Mar Barents perto do
Oceano Árctico, a cerca de 1100 quilómetros do Pólo Norte. Svalbard é
um árido pedaço de rocha reclamado pela Noruega e cedido em 1925 por um
tratado internacional (ver mapa).
É nesta ilha esquecida por
Deus, que Bill Gates está a investir dezenas dos seus milhões em
conjunto com a Fundação Rockefeller, a Monsanto Corporation, a Fundação
Syngenta e o governo da Noruega, entre outros, naquilo que é chamado de
'banco de sementes do fim do mundo'. Oficialmente o projecto chama-se a
Caverna Global de Sementes Svalbard (Svalbard Global Seed Vault) na
ilha norueguesa de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard.
.
O banco de sementes está a ser construído no interior de uma montanha
na ilha de Spitsbergen perto da aldeia de Longyearbven. Está quase
pronto para o 'negócio', de acordo com os comunicados. O banco vai ter
portas duplas à prova de explosão com sensores de movimento, duas
câmaras pressurizadas e paredes de betão reforçado a aço com um metro
de espessura. Conterá mais de três milhões de variedades diferentes de
sementes de todo o mundo, 'para que se possa conservar a variedade das
espécies para o futuro', segundo o governo norueguês. As sementes vão
ser embaladas de forma especial para protecção contra a humidade. Não
haverá pessoal a tempo inteiro, mas a relativa inacessibilidade da
caverna facilitará a fiscalização de qualquer possível actividade
humana.
Falha-nos alguma coisa? Os comunicados de imprensa
afirmaram, 'para que se possa conservar a variedade das espécies para o
futuro'. Que futuro é esse que os patrocinadores do banco de sementes
prevêem poderá vir a ameaçar a disponibilidade global das sementes
actuais, quando a maior parte delas já está bem protegida em bancos de
sementes existentes em todo o mundo?
Sempre que Bill Gates, a
Fundação Rockefeller, a Monsanto e a Syngenta se juntam num projecto
comum, vale a pena escavar um pouco mais por detrás das rochas de
Spitsbergen. Se o fizermos vamos encontrar coisas fascinantes.
O
primeiro ponto digno de nota é saber quem é que patrocina a caverna de
sementes do fim do mundo. Aqui, em conjunto com os noruegueses, estão,
conforme já dito, a Fundação Bill & Melinda Gates; o gigante
americano da 'agribusiness' DuPont/Pioneer Hi-Bred, um dos maiores
proprietários mundiais de patentes de sementes de organismos
geneticamente modificados (OGM) e de agroquímicos afins; a Syngenta, a
importante companhia de sementes OGM e agroquímicos, com sede na Suiça,
através da Fundação Syngenta; a Fundação Rockefeller, um grupo privado
que criou a "revolução genética com mais de 100 milhões de dólares em
sementes desde os anos 70; o CGIAR, a rede global criada pela Fundação
Rockefeller para promover o seu ideal de pureza genética através da
alteração da agricultura.
Conforme
pormenorizei no livro 'Seeds of Destruction' [1] , a Fundação
Rockefeller, o Conselho para Desenvolvimento da Agricultura de John D.
Rockefeller III e a Fundação Ford juntaram esforços em 1960 para criar
o Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IIIR) em Los Baños,
nas Filipinas. Em 1971, o IIIR da Fundação Rockefeller, em conjunto com
o seu Centro Internacional de Melhoramento do Milho e do Trigo, com
sede no México, e com mais outros dois centros internacionais de
investigação criados pelas Fundações Rockefeller e Ford, o IITA para a
agricultura tropical, na Nigéria, e o IIIR para o arroz, nas Filipinas,
aliaram-se para formar um único Grupo Consultivo para Investigação
Agrícola Internacional (Consultative Group on International Agriculture
Research - CGIAR)
O CGIAR foi delineado numa série de
conferências privadas realizadas no centro de conferências da Fundação
Rockefeller em Bellagio, na Itália. Os participantes chave nas
conversações de Bellagio foram George Harrar, da Fundação Rockefeller,
Forrest Hill da Fundação Ford, Robert McNamara do Banco Mundial e
Maurice Strong, o organizador ambiental internacional da família
Rockefeller, que, enquanto administrador da Fundação Rockefeller,
organizou a Cimeira da Terra das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972.
Há muitas décadas a fundação preocupava-se em por a ciência ao serviço
da eugenia, uma versão repugnante da pureza racial, a que fora dado o
nome de 'O Projecto'.
Para garantir o maior impacto, o CGIAR
atraiu a Organização para a Agricultura e Alimentação e o Programa para
o Desenvolvimento, ambas das Nações Unidas, e o Banco Mundial. E assim,
mediante uma distribuição cuidadosamente planeada dos seus
financiamentos iniciais, no início dos anos 70 a Fundação Rockefeller
já estava em posição de delinear a política da agricultura global no
início dos anos 70. E de facto delineou-a.
Financiado por
generosas doações para estudos das Fundações Rockefeller e Ford, o
CGIAR providenciou para que os principais cientistas da agricultura e
agrónomos do Terceiro Mundo passassem a 'dominar' os conceitos do
moderno agribusiness de modo a poderem levá-los para os seus países.
Neste processo criou uma valiosa rede de influências para a promoção do
agribusiness americano nesses países, muito em especial para a promoção
da 'Revolução Genética' OGM nos países em desenvolvimento, tudo isto em
nome da ciência e da eficácia, do mercado livre e da agricultura.
Agora
sim, o Banco de Sementes Svalbard começa a tornar-se interessante. Mas
ainda há mais. 'O Projecto' a que me referi acima é um projecto da
Fundação Rockefeller e de poderosos interesses financeiros desde os
anos 20 para utilizar a eugenia, posteriormente rebaptizada de
genética, para justificar a criação de uma Raça Dominante geneticamente
manipulada. Hitler e os nazis chamaram-lhe a Raça Dominante Ariana.
A
eugenia de Hitler foi financiada em grande parte por esta mesma
Fundação Rockefeller que está hoje a construir uma caverna de sementes
no fim do mundo para preservar amostras de todas as sementes do nosso
planeta. Ora isto começa a tornar-se muito intrigante. Foi esta mesma
Fundação Rockefeller quem criou a disciplina pseudo-científica da
biologia molecular no seu objectivo incansável de reduzir a vida humana
a uma 'sequência genética definidora' que, segundo esperava, poderia
depois ser modificada de modo a alterar os traços humanos a bel-prazer.
Os cientistas de eugenia de Hitler (muitos dos quais foram
discretamente levados para os Estados Unidos depois da Guerra para
continuarem as suas investigações em eugenia biológica) contribuíram em
muito para o trabalho básico da engenharia genética de diversas formas
de vida, grande parte do qual foi apoiado abertamente até ao Terceiro
Reich pelas generosas contribuições da Fundação Rockefeller. [2]
Foi
a mesma Fundação Rockefeller quem criou a chamada Revolução Verde, na
sequência de uma viagem ao México em 1946, de Nelson Rockefeller e de
Henry Wallace, ex-secretário da Agricultura do Novo Acordo e fundador
da Hi-Bred Seed Company.
A Revolução Verde propunha-se
resolver o problema mundial da fome, um problema importante no México,
na Índia e noutros países escolhidos onde Rockefeller actuava. O
agrónomo da Fundação Rockefeller, Norman Borlaug, ganhou o Prémio Nobel
da Paz pelo seu trabalho, uma coisa de que não pode orgulhar-se muito,
dado que o partilhou com Henry Kissinger.
Na realidade, como
anos depois se veio a verificar, a Revolução Verde foi um brilhante
esquema da família Rockefeller para montar um agribusiness globalizado
que depois pudesse vir a monopolizar, tal como já tinha feito na
indústria petrolífera mundial meio século antes. Como Henry Kissinger
declarou nos anos 70, 'se controlarmos o petróleo, controlamos o mundo;
se controlarmos os alimentos, controlamos a população'.
O
agribusiness e a Revolução Verde de Rockefeller andaram de mãos dadas.
Fizeram parte de uma grande estratégia em que a Fundação Rockefeller
alguns anos depois veio a financiar a investigação da engenharia
genética de plantas e animais.
John H. Davis foi secretário
assistente da Agricultura no tempo do Presidente Dwight Eisenhower no
início dos anos 50. Saiu de Washington em 1955 e foi para a Escola
Superior de Negócios de Harvard, um sítio pouco vulgar para um
especialista em agricultura naquela época. Tinha uma estratégia clara.
Em 1956, Davis escreveu um artigo na Harvard Business Review em que
afirmava que "a única forma de resolver o chamado problema agrícola
duma vez por todas, e evitar programas governamentais enfadonhos, é
evoluir da agricultura para o agribusiness ". Sabia muito bem o que
pretendia, embora pouca gente na altura pensasse nisso ? uma revolução
na produção agrícola que concentrasse o controlo da cadeia alimentar
nas mãos das multinacionais, fora do cultivo familiar tradicional. [3]
Um
aspecto crucial que motivava o interesse da Fundação Rockefeller e das
empresas americanas de agribusiness era o facto de a Revolução Verde se
basear na proliferação de novas sementes híbridas nos mercados em
desenvolvimento. Um aspecto vital das sementes híbridas era a sua falta
de capacidade reprodutiva. Os híbridos tinham incorporada uma protecção
contra a multiplicação. Ao contrário das espécies normais polinizadas a
céu aberto cujas sementes dão colheitas semelhantes às plantas suas
produtoras, a produção de sementes nascidas das plantas híbridas era
significativamente mais baixa do que as da primeira geração.
Esta
característica de produção decrescente dos híbridos teve como
consequência que os agricultores têm normalmente que comprar sementes
todos os anos para poderem obter colheitas altas. Mais ainda, a
produção inferior na segunda geração eliminou o comércio de sementes
que era feito quase sempre por produtores de sementes sem a autorização
do criador. Evitava-se assim a redistribuição das sementes dos cereais
comerciais feita por intermediários. Se as grandes empresas
multinacionais de sementes pudessem controlar internamente as linhagens
das sementes parentais, nenhum concorrente ou agricultor conseguiria
produzir o híbrido. A concentração global das patentes de sementes
híbridas num punhado de gigantescas companhias de sementes, lideradas
pela Pioneer Hi-Bred da DuPont e pela Dekalb da Monsanto estabeleceu a
base para a posterior revolução das sementes OGM. [4]
Com
efeito, a introdução da moderna tecnologia agrícola americana, dos
fertilizantes químicos e das sementes híbridas comerciais, tudo isso
tornou os agricultores locais dos países em desenvolvimento, em
especial aqueles que tinham terras maiores, dependentes dos
abastecimentos das companhias estrangeiras de agribusiness e de
petroquímicos, na sua maioria americanas. Foi o primeiro passo do que
viria a ser um processo cuidadosamente planeado e que iria durar
décadas.
Com a Revolução Verde o agribusiness veio a invadir
significativamente mercados que anteriormente eram pouco acessíveis aos
exportadores americanos. Esta tendência foi posteriormente rotulada de
"agricultura orientada pelo mercado". Na realidade, tratou-se de uma
agricultura controlada pelo agribusiness.
Durante a Revolução
Verde, a Fundação Rockefeller e mais tarde a Fundação Ford trabalharam
de braço dado modelando e apoiando as metas políticas estrangeiras da
Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID)
e da CIA.
Um dos principais efeitos da Revolução Verde foi
despovoar as terras de camponeses que foram forçados a emigrar para
bairros de lata em volta das cidades numa procura desesperada de
trabalho. Não aconteceu por acaso, fazia parte do plano para criar
bolsas de mão-de-obra barata para as manufacturas multinacionais
americanas, a 'globalização' dos últimos anos.
Quando a
auto-promoção em torno da Revolução Verde esmoreceu, os resultados eram
muito diferentes do que havia sido prometido. Tinham surgido problemas
com o uso indiscriminado dos novos pesticidas químicos, muitas vezes
com graves consequências para a saúde. O cultivo de monocultura das
novas variedades de sementes híbridas reduziu a fertilidade do solo e
das produções com o passar do tempo. Os primeiros resultados foram
impressionantes: colheitas duplas ou triplas para alguns cereais como o
trigo e mais tarde o milho, no México. Mas isso depressa passou à
História.
A Revolução Verde foi normalmente acompanhada de
grandes projectos de irrigação que incluíam quase sempre empréstimos do
Banco Mundial para construção de enormes barragens novas, que inundavam
áreas previamente escolhidas e terra arável fértil. O super-trigo
também produzia maiores colheitas através da saturação do solo com
enormes quantidades de fertilizantes por hectare, sendo que os
fertilizantes eram produtos derivados de nitratos e do petróleo,
controlados pelas principais companhias petrolíferas conhecidas pelas
Sete Irmãs, dominadas pelos Rockefeller.
Também se utilizaram
enormes quantidades de herbicidas e pesticidas, criando mercados
adicionais para os gigantes do petróleo e dos químicos. Como um
analista disse, na verdade a Revolução Verde foi meramente uma
revolução química. Os países em desenvolvimento não tinham capacidade
para pagar as enormes quantidades de fertilizantes e pesticidas
químicos. Conseguiam o favor do crédito do Banco Mundial e de
empréstimos especiais do Chase Bank e de outros grandes bancos de Nova
Iorque, escudados por garantias do governo americano.
Aplicados
num grande número de países em desenvolvimento, esses empréstimos foram
sobretudo para os grandes proprietários rurais. Quanto aos agricultores
mais pequenos a situação foi diferente. Os agricultores mais pequenos
não podiam pagar os produtos químicos e outros produtos modernos e
tinham que pedir dinheiro emprestado.
A princípio, diversos
programas governamentais tentaram providenciar alguns empréstimos aos
agricultores para que eles pudessem comprar sementes e fertilizantes.
Os agricultores que não conseguiam participar neste género de programas
tinham que pedir emprestado ao sector privado. Dadas as exorbitantes
taxas de juro dos empréstimos informais, muitos pequenos agricultores
nem sequer aproveitaram os benefícios das colheitas iniciais mais
altas. Depois da colheita, tinham que vender a maioria ou mesmo todo o
cereal para satisfazer os empréstimos e os juros. Ficaram dependentes
dos usurários e dos comerciantes e muitas vezes perderam as suas
terras. Mesmo com os empréstimos a juros baixos das organizações
governamentais, o cultivo dos cereais de subsistência deu lugar à
produção de colheitas de dinheiro. [5]
Há décadas que os
mesmos interesses, incluindo a Fundação Rockefeller que apoiou a
Revolução Verde inicial, têm manobrado para promover uma segunda
'Revolução Genética' como lhe chamou há alguns anos o presidente da
Fundação Rockefeller, Gordon Conway, ou seja, a disseminação de
produtos agrícolas e comerciais industriais, incluindo sementes OGM
patenteadas.
Gates, Rockefeller e uma Revolução Verde em África
Tendo
bem presente o verdadeiro enquadramento da Revolução Verde da Fundação
Rockefeller dos anos 50, torna-se deveras curioso que a mesma Fundação
Rockefeller, em conjunto com a Fundação Gates, que estão agora a
investir milhões de dólares para preservar todas as sementes contra um
possível cenário de "fim do mundo", estejam também a investir milhões
num projecto chamado 'A Aliança para uma Revolução Verde em África'
(The Alliance for a Green Revolution in Africa).
A AGRA, como
se intitula, é de novo uma aliança com a mesma Fundação Rockefeller que
criou a "Revolução Genética". Isto confirma-se se olharmos para o
Conselho de Administração da AGRA.
Inclui nada mais, nada
menos do que o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, como presidente.
No seu discurso de tomada de posse num evento do Fórum Económico
Mundial em Cape Town, na África do Sul, em Junho de 2007, Kofi Annan
afirmou, 'Aceito este desafio agradecendo à Fundação Rockefeller, à
Fundação Bill & Melinda Gates, e a todos os outros que apoiam a
nossa campanha africana'.
A juntar ao conselho da AGRA aparece
um sul-africano, Strive Masiyiwa que é director da Fundação
Rockefeller. Inclui Sylvia M. Mathews da Fundação Bill & Melinda
Gates; Mamphela Ramphele, ex director-gerente do Banco Mundial
(2000-2006); Rajiv J. Shah, da Fundação Gates; Nadya K. Shmavonian da
Fundação Rockefeller; Roy Steiner da Fundação Gates; Nadya K.
Shmavonian da Fundação Rockefeller; Roy Steiner da Fundação Gates. Para
além destes, uma 'Aliança para a AGRA' inclui Gary Toenniessen,
director-gerente da Fundação Rockefeller e Akinwumi Adesina, director
associado da Fundação Rockefeller.
Para completar o painel, o
'Programas para a AGRA' inclui Peter Matlon, director-gerente, Fundação
Rockefeller; Joseph De Vries, director do 'Programa para os Sistemas de
Sementes de África' e director sócio, Fundação Rockefeller; Akinwumi
Adesina, director sócio, Fundação Rockefeller. Tal como a velha e
falhada Revolução Verde na Índia e no México, a nova Revolução Verde em
Africa é obviamente uma alta prioridade da Fundação Rockefeller.
Embora
actualmente mantenham um perfil discreto, pensa-se que a Monsanto e os
principais gigantes do agribusiness GMO estão por detrás da utilização
da AGRA de Kofi Annan para disseminar por toda a África as suas
sementes patenteadas OGM, sob o rótulo enganador de 'biotecnologia', o
novo eufemismo para as sementes geneticamente modificadas patenteadas.
Até à data, a África do Sul é o único país africano que permite a
plantação legal de cereais OGM. Em 2003 Burkina Faso autorizou testes
com OGM. Em 2005 o Gana de Kofi Annan adoptou leis de bio-segurança e
funcionários ao mais alto nível expressaram a intenção de prosseguir
com a investigação sobre cereais OGM.
A Africa é o próximo
alvo na campanha do governo americano para disseminar os OGM's a nível
mundial. Os seus solos férteis tornam-na num candidato ideal. Não é de
surpreender que muitos governos africanos temam o pior dos
patrocinadores dos OGM's, já que tem sido em Africa que se iniciaram
muitos projectos de engenharia genética e de bio-segurança, com o
objectivo de introduzir os GMO's nos sistemas agrícolas africanos.
Estes projectos incluem patrocínios oferecidos pelo governo americano
para formar nos EUA cientistas africanos em engenharia genética, para
projectos de bio-segurança financiados pela Organização dos Estados
Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelo Banco
Mundial, e para investigação de OGM's envolvendo plantações alimentares
indígenas africanos.
A Fundação Rockefeller vem
trabalhado desde há muitos anos para promover, quase sempre sem êxito,
projectos para introdução de OGM's em terras de África. Eles apoiaram a
investigação da aplicabilidade do algodão OGM nos planaltos Makhathini
na África do Sul.
A Monsanto, que tem um pé bem metido na
indústria de sementes da África do Sul, tanto de OGM como de híbridos,
concebeu um engenhoso programa para pequenos proprietários, conhecido
por a Campanha das 'Sementes da Esperança', que está a introduzir um
pacote de revolução verde entre agricultores pobres de pequena
dimensão, seguido, evidentemente, por sementes patenteadas OGM da
Monsanto. [6]
A Syngenta AG da Suiça, um dos 'Quatro
Cavaleiros do Apocalipse OGM' está a introduzir milhões de dólares numa
nova instalação de estufas em Nairobi, para desenvolver trigo OGM
resistente a insectos. A Syngenta também faz parte do CGIAR. [7]
Em direcção a Svalbard
Ora
bem, será isto simplesmente relaxamento filosófico? O que leva as
fundações Gates e Rockefeller em uníssono a promover a proliferação em
toda a África de sementes patenteadas e de sementes Terminator que
serão patenteadas dentro em pouco, um processo que, tal como aconteceu
em todos os outros lugares do mundo, destrói as variedades de sementes
de plantas quando é introduzido o agribusiness industrializado da
monocultura? E em simultâneo estão a investir dezenas de milhões de
dólares para preservar todas as variedades de sementes conhecidas numa
caverna de fim do mundo, à prova de bombas, perto do longínquo Círculo
Árctico, 'para que se possa conservar a variedade das espécies para o
futuro', para voltar a repetir o seu comunicado oficial?
Não é
por acaso que as fundações Rockefeller e Gates se uniram para
impulsionar uma Revolução Verde estilo OGM em Africa ao mesmo tempo que
estão a financiar discretamente a 'caverna de sementes do fim do mundo'
em Svalbard. Os gigantes do agribusiness OGM estão enterrados até às
orelhas no projecto Svalbard.
Toque de Artista na Caverna do Fim do Mundo Svalbard
Na
realidade, todo o empreendimento de Svalbard e as pessoas nele
envolvidas fazem lembrar as imagens catastróficas do bestseller de
Michael Crichton, 'O Enigma de Andrómeda', um filme arrepiante de
ficção científica em que uma doença mortal de origem extraterrestre
provoca a rápida e fatal coagulação do sangue ameaçando toda a espécie
humana. Em Svalbard, o futuro repositório de sementes mais seguro do
mundo vai ser guardado pelos polícias da Revolução Verde OGM ? as
Fundações Rockefeller e Gates, a Syngenta, a DuPont e a CGIAR.
O
projecto Svalbard vai ser dirigido por uma organização chamada Global
Crop Diversity Trust (GCDT). Quem são eles para guardarem este depósito
impressionante de todas as variedades de sementes do planeta? O GCDT
foi fundado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura (FAO) e pela Bioversity International (antigo Instituto
Internacional de Investigação Genética de Plantas), um desdobramento do
CGIAR.
O Trust tem sede em Roma. O seu conselho é presidido
por Margaret Catley-Carlson, uma canadiana que também está no conselho
consultivo do Group Suez Lyonnaise des Eaux, uma das maiores companhias
privadas de água do mundo. Catley-Carlson também foi presidente até
1998 do Population Council, com sede em Nova Iorque, a organização para
redução da população de John D. Rockefeller, fundada em 1952 para
promover o programa de eugenia da família Rockefeller sob a capa de
propaganda "planeamento familiar", dispositivos para controlo de
nascimentos, esterilização e "controlo da população" nos países em
desenvolvimento.
Um outro membro do conselho do GCDT é Lewis
Coleman, antigo executivo do Bank of America, actualmente chefe da
Hollywood DreamWorks Animation. Coleman é também o principal director
do conselho da Northrup Grumman Corporation, uma das maiores
empreiteiras americanas da indústria militar, com contratos com o
Pentágono.
Jorio Dauster (Brasil) é também presidente do
conselho da Brasil Ecodiesel. Foi embaixador do Brasil na União
Europeia e negociador principal da dívida externa do Brasil para o
ministro das Finanças. Dauster também foi presidente do Instituto
Brasileiro do Café e coordenador do 'Projecto para a Modernização do
Sistema de Patentes do Brasil', que envolve a legalização de patentes
de sementes que são geneticamente modificadas, uma coisa que até há
pouco tempo era proibida pelas leis do Brasil.
Cary Fowler é o
director executivo do Trust. Fowler foi professor e director de
investigação no Departamento para o Ambiente Internacional &
Estudos de Desenvolvimento na universidade norueguesa de Ciências da
Vida. Foi também um consultor sénior do director-geral da Bioversity
International. Representou ali os Centros Futuros de Searas do CGIAR em
negociações sobre o Tratado Internacional para os Recursos Genéticos de
Plantas. Nos anos 90 chefiou o Programa Internacional para os Recursos
Genéticos de Plantas na FAO. Delineou e supervisionou as negociações do
Plano Global de Acção da FAO para os Recursos Genéticos de Plantas,
adoptado por 150 países em 1996. É membro antigo do Conselho Nacional
dos Recursos Genéticos de Plantas dos EUA e do conselho de
administração do Centro Internacional do Melhoramento do Milho e do
Trigo no México, mais um projecto da Fundação Rockefeller e do CGIAR.
O
Dr. Magla Rai da Índia, membro do conselho do GCDT, é o secretário do
Departamento da Investigação e Educação Agrícola da Índia (DARE) e
director-geral do Conselho Indiano para a Investigação Agrícola (ICAR).
É também membro do conselho do Instituto Internacional de Investigação
do Arroz (IRRI) da Fundação Rockefeller, que promoveu a primeira grande
experiência GMO do mundo, o tão apregoado 'Arroz de Ouro' que veio a
ser um falhanço. Rai foi membro do conselho do CIMMYT (Centro
Internacional do Melhoramento do Milho e do Trigo) e membro do conselho
executivo do CGIAR.
Os Global Crop Diversity Trust Donors, ou
anjos financiadores, incluem também, nas palavras de Humphrey Bogart no
clássico Casablanca, 'todos os suspeitos habituais'. Além das Fundações
Rockefeller e Gates, os Doadores incluem os gigantes OGM's
DuPont-Pioneer Hi-Bred, Syngenta de Basle na Suiça, o CGIAR e a USAID,
uma organização do Departamento de Estado para ajuda ao
desenvolvimento, pró-OGM no que se refere a energia. Na verdade, parece
que temos as raposas do OGM e da redução da população a guardar o
galinheiro da humanidade, o armazém em Svalbard global da diversidade
de sementes. [8]
Svalbard agora, porquê?
É legítimo
perguntar porque é que Bill Gates e a Fundação Rockefeller em conjunto
com os principais gigantes do agribusiness da engenharia genética, como
a DuPont e a Syngenta, e ainda com o CGIAR estão a construir a Caverna
das Sementes do Juízo Final lá no Árctico.
Primeiro que tudo,
quem utiliza um banco de sementes destes? Os principais utilizadores
dos bancos genéticos são os produtores de plantas e os investigadores.
Os maiores produtores actuais de plantas são a Monsanto, a Dupont, a
Syngenta e a Dow Chemical, os gigantes GMO globais que patenteiam
plantas. Desde o início de 2007 que a Monsanto detém, em conjunto com o
governo dos Estados Unidos, os direitos mundiais da patente da planta
chamada 'Terminator' ou Tecnologia de Restrição de Uso Genético
(Genetic Use Restriction Technology, GURT). O Terminator é uma
tecnologia sinistra pela qual uma semente comercial patenteada se
'suicida' após uma colheita. O controlo das companhias privadas de
sementes é total. Nunca existiu na história da humanidade um tal
controlo e um tal poder destes sobre a cadeia alimentar.
Esta
característica do Terminator habilmente engendrada geneticamente obriga
os agricultores a recorrer todos os anos à Monsanto ou a outros
fornecedores de sementes OGM para obter novas sementes de arroz, soja,
milho, trigo, ou outros cereais de que precisem para alimentarem as
suas populações. Se for introduzido em grande escala em todo o mundo,
pode, talvez dentro de uma década, tornar a maioria dos produtores de
alimentos do mundo em servos feudais, escravos de três ou quatro
gigantescas companhias de sementes como a Monsanto ou a DuPont ou a Dow
Chemical.
Claro que isso também pode dar azo a que essas
companhias privadas, porventura por ordem do seu governo local,
Washington, recusem sementes a este ou aquele país em desenvolvimento
cuja política possa ir contra a de Washington. Aqueles que dizem 'aqui
isso não pode acontecer' deviam observar com mais atenção os actuais
acontecimentos internacionais. A mera existência dessa concentração de
poder em três ou quatro gigantes do agribusiness com base nos EUA é uma
razão para o boicote legal de todos os cereais OGM, mesmo que os seus
ganhos em colheitas fossem reais, o que manifestamente não são.
Estas
companhias privadas, a Monsanto, a DuPont e a Dow Chemical, nem sequer
têm um registo imaculado em termos de protecção da vida humana.
Desenvolveram e proliferaram inovações como a dioxina, os bifenis
policlorinados, o agente laranja. Encobriram durante décadas indícios
óbvios cancerígenos e de outras consequências graves para a saúde
humana decorrentes do uso dos químicos tóxicos. Enterraram relatórios
científicos sérios sobre o facto de o herbicida mais utilizado a nível
mundial, o glifosato, o ingrediente essencial do herbicida Roundup da
Monsanto que está relacionado com a compra da maioria das sementes
manipuladas geneticamente pela Monsanto, é tóxico quando se infiltra na
água potável. [9] A Dinamarca proibiu o glifosato em 2003 quando se
confirmou que tinha contaminado as águas subterrâneas do país. [10]
A
diversidade armazenada em bancos genéticos de sementes é a
matéria-prima para a produção de plantas e extremamente importante para
a investigação biológica básica. Todos os anos são distribuídas para
esses fins várias centenas de milhares de amostras. A FAO das Nações
Unidas lista uns 1 400 bancos de sementes em todo o mundo, sendo o
maior deles propriedade do governo dos Estados Unidos. Outros grandes
bancos situam-se na China, na Rússia, no Japão, na Índia, na Coreia do
Sul, na Alemanha e no Canadá, por ordem decrescente de dimensão. Além
disso, o CGIAR administra uma cadeia de bancos de sementes em centros
seleccionados a nível mundial.
O CGIAR, fundado em 1972 pela
Fundação Rockefeller e pela Fundação Ford para disseminar o seu modelo
de agribusiness Revolução Verde, controla a maior parte dos bancos
privados de sementes desde as Filipinas até à Síria e ao Quénia. Em
todos estes bancos de sementes mantém mais de seis milhões e meio de
variedades de sementes, das quais quase dois milhões são 'distintas'. A
Caverna do Fim do Mundo Svalbard vai ter capacidade para albergar
quatro milhões e meio de sementes diferentes.
OGM como arma de guerra biológica?
E
chegamos agora ao cerne do perigo e do potencial para a utilização
indevida inerente ao projecto Svalbard de Bill Gates e da fundação
Rockefeller. Será que o desenvolvimento de sementes patenteadas para os
cereais de sustento fundamental da maior parte do mundo, como o arroz,
o trigo, o milho e as plantas de forragem como a soja possa acabar por
vir a ser utilizado numa horrível forma de guerra biológica?
O
objectivo explícito do grupo de pressão para a eugenia financiado por
abastadas famílias de elite, como os Rockefeller, os Carnegie, os
Harriman e outros desde os anos 20, corporizou aquilo a que chamaram
'eugenia negativa', a eliminação sistemática de descendências
indesejáveis. Margaret Sanger, uma eugenista apressada, fundadora da
Paternidade Planeada Internacional e íntima da família Rockefeller, em
1939 criou algo chamado The Negro Project, com base em Harlem, o qual,
como ela confidenciou numa carta a um amigo, era todo sobre o facto de
que, como ela afirmou, 'queremos exterminar a população negra'. [11]
Em
2001 uma pequena companhia de biotecnologia da Califórnia, a Epicyte,
anunciou o desenvolvimento de trigo geneticamente manipulado que
continha um espermicida que tornava estéril o sémen dos homens que o
comessem. Na época a Epicyte fez um acordo de associação para
disseminar esta tecnologia com a DuPont e a Syngenta, dois dos
patrocinadores da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard. A
Epicyte foi depois comprada por uma companhia de biotecnologia da
Carolina do Norte. O que é de espantar é que a Epicyte desenvolveu o
seu trigo OGM espermicida com financiamentos para investigação do
Departamento da Agricultura americano, o mesmo departamento que, apesar
da oposição mundial, continuou a financiar o desenvolvimento da
tecnologia Terminator, hoje propriedade da Monsanto.
Nos anos
90, a Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas desencadeou uma
campanha para vacinar milhões de mulheres na Nicarágua, no México e nas
Filipinas, de idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos,
supostamente contra o tétano, uma doença que pode ser provocada por
pisar um prego enferrujado, por exemplo. A vacina não foi administrada
a homens ou rapazes, apesar de presumivelmente eles poderem igualmente
pisar pregos enferrujados tal como as mulheres.
Perante esta
anomalia estranha, o Comité Pró Vida do México, uma organização laica
católica romana, ficou desconfiada e mandou testar amostras da vacina.
Os testes revelaram que a vacina do tétano que estava a ser
administrada pela OMS apenas a mulheres em idade de procriarem,
continha gonadotrofina coriónica (HCG) humana, uma hormona natural que,
quando combinada com um portador toxóide de tétano estimula anticorpos
tornando a mulher incapaz de manter uma gravidez. Nenhuma das mulheres
vacinadas foi informada disso.
Soube-se mais tarde que a
Fundação Rockefeller em conjunto com o Conselho da População de
Rockefeller, o Banco Mundial (anfitrião do CGIAR) e os Institutos
Nacionais de Saúde dos EU, tinham estado todos envolvidos num projecto
que durou 20 anos, iniciado em 1972, para desenvolver a escondida
vacina de aborto com um portador de tétano para a OMS. Mais ainda, o
governo da Noruega, o anfitrião da Caverna de Sementes do Fim do Mundo
Svalbard, doou 41 milhões de dólares para desenvolver a vacina especial
abortiva do tétano. [12]
Será coincidência que estas mesmas
organizações, desde a Noruega à Fundação Rockefeller, passando pelo
Banco Mundial, estejam também envolvidas no projecto do banco de
sementes de Svalbard? Segundo o Prof. Francis Boyle, que redigiu a Lei
Antiterrorista de Armas Biológicas de 1989 aprovada pelo Congresso dos
EUA, o Pentágono 'está agora empenhado em travar e ganhar a guerra
biológica', objectivo integrado nas duas directivas de estratégia
nacional de Bush adoptadas em 2002, 'sem conhecimento nem análise
pública', segundo ele faz notar. Boyle acrescenta que só em 2001-2004 o
governo federal dos EUA gastou em trabalhos civis relacionados com a
guerra biológica, 14,5 mil milhões de dólares, uma soma incrível.
O
biólogo Richard Ebright, da Universidade de Rutgers, calcula que mais
de 300 instituições científicas e cerca de 12 mil pessoas individuais
nos EUA têm actualmente acesso a elementos patogénicos adequados à
guerra biológica. Só doações dos Institutos Nacionais de Saúde do
governo americano para investigação de doenças infecciosas com
potencial para guerra biológica, há 497. Claro que isto é hoje
justificado sob a rubrica da defesa contra possíveis ataques
terroristas.
Muitos dos dólares do governo americano gastos na
investigação da guerra biológica envolvem engenharia genética. O
professor de biologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts,
Jonathan King, diz que os 'crescentes programas de terrorismo biológico
representam um perigo emergente significativo para a nossa população'.
King acrescenta que, 'embora esses programas sejam sempre rotulados de
defensivos, quando se trata de armas biológicas, os programas
defensivos e ofensivos sobrepõem-se quase completamente'. [13]
O
tempo o dirá, que Deus nos proteja, se o Banco de Sementes do Fim do
mundo Svalbard de Bill Gates e da Fundação Rockefeller, faz parte de
outra Solução Final, desta vez envolvendo a extinção do defunto Grande
Planeta Terra. 03/Dezembro/2007 NOTAS 1- F. William
Engdahl, Seeds of Destruction: The Hidden Agenda of Genetic
Manipulation, Montreal, (Global Research Press, 2007). 2- Ibid, pp.72-90. 3-
John H. Davis, Harvard Business Review, 1956, citado em Geoffrey
Lawrence, Agribusiness, Capitalism and the Countryside, Pluto Press,
Sydney, 1987. Ver também Harvard Business School, The Evolution of an
Industry and a Seminar: Agribusiness Seminar, http://www.exed.hbs.edu/programs/agb/seminar.html . 4- Engdahl, op cit., p. 130. 5- Ibid. P. 123-30. 6-
Myriam Mayet, The New Green Revolution in Africa: Trojan Horse for
GMOs?, May, 2007, African Centre for Biosafety, www.biosafetyafrica.net
. . 7- ETC Group, Green Revolution 2.0 for Africa?, Communique Issue #94, March/April 2007. 8- Global Crop Diversity Trust website, in http://www.croptrust.org/main/donors.php . 9- Engdahl, op. cit., pp.227-236. 10-
Anders Legarth Smith, Denmark Bans Glyphosates, the Active Ingredient
in Roundup, Politiken, September 15, 2003, in
organic.com.au/news/2003.09.15 . 11- Tanya L. Green, The Negro
Project: Margaret Sanger's Genocide Project for Black American's, in
www.blackgenocide.org/negro.html . 12- Engdahl, op. cit., pp.
273-275; J.A. Miller, Are New Vaccines Laced With Birth-Control Drugs?,
HLI Reports, Human Life International, Gaithersburg, Maryland;
June/July 1995, Volume 13, Number 8. 13- Sherwood Ross, Bush Developing Illegal Bioterror Weapons for Offensive Use,' December 20, 2006, in www.truthout.org .
[*]
Autor de Seeds of Destruction, the Hidden Agenda of Genetic
Manipulation acabado de publicar pela Global Research. É também autor
de A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World
Order . Mais artigos do autor em www.engdahl.oilgeopolitics.net e
Global Research. Contacto: info@engdahl.oilgeopolitics.net .